Jejum intermitente – 5 verdades esclarecedoras

Polêmico e aparentemente eficaz para a perda de peso, o jejum intermitente tornou-se famoso entre celebridades como a atriz Deborah Secco, que utilizou o método para eliminar os quilos que ganhou durante a gravidez. Mas, ao contrário do que muitos pensam essa prática não é nenhuma novidade.

Segundo o especialista em nutrição otimizada e emagrecimento, Rodrigo Polesso, ela sempre foi algo comum entre as pessoas, só não tinha esse nome específico. Antes, era comum ter duas ou três refeições por dia e nada mais. Hoje, é dito que precisamos comer a cada 3h ou até mais, dependendo do aconselhamento do profissional. Por isso, é preciso esclarecer algumas verdades sobre o jejum intermitente antes de julgá-lo sem saber.

Polesso explica que ao fazê-lo permite que o corpo tenha tempo de digerir as refeições de forma correta. Com isso, o organismo começa a queimar o açúcar e a gordura de má qualidade. Do contrário, se o corpo está a todo momento processando alimentos, ele sempre estará em estado anabólico e nunca terá tempo para se reciclar.

Essa prática ainda gera muitas dúvidas entre as pessoas. Para esclarecer algumas questões, o especialista listou 5 verdades sobre o jejum intermitente que ajudam a mostrar que essa prática é algo simples e pode trazer diversos benefícios à saúde.

1. JEJUM INTERMITENTE NÃO É DIETA: segundo Polesso, ao contrário do que muitas pessoas pensam, jejum intermitente não é dieta. “Dieta é o que você faz nos momentos em que você come, já o jejum intermitente ocorre justamente da ação de ficar períodos sem comer”, ressalta. O especialista explica que existem alguns protocolos de jejum intermitente, como o de 12h, o de 16/8, de 24h, 36h e outros – Rodrigo alerta que, segundo o médico canadense Dr. Jason Fung, para pessoas em bom estado de saúde, a prática não tem nenhuma contraindicação, mas o ideal é fazer com acompanhamento médico, pois conforme ele explica para começar o jejum intermitente a saúde da pessoa precisa estar em dia

2. AJUDA A RECICLAR CÉLULAS MORTAS: neste ano, o cientista Yoshinori Ohsumi recebeu o prêmio Nobel de Medicina e Fisiologia por grandes descobertas sobre o mecanismo de autofagia, o qual explica o processo de reciclagem das células quando as pessoas estão em jejum. Nos seus estudos, o cientista relevou que os problemas nesse mecanismo de autofagia estão ligados diretamente com o surgimento de doenças como Parkinson e diabetes tipo 2 – Assim, conforme Rodrigo explica, o jejum intermitente também contribui para muitos benefícios com a saúde, prevenindo doenças que chegam com o envelhecimento e promovendo longevidade. Muitos estudos, como o do cientista Ohsumi, comprovam que a autofagia é uma estratégia de neuro proteção do envelhecimento e doenças neurodegenerativas –

3. ATUA PARA SOLUCIONAR A MAIOR CAUSA DE GANHO DE PESO: O especialista conta que muitas pessoas estão preocupadas com a quantidade de calorias existentes na alimentação, mas revela que a grande causadora de ganho de peso é a insulina. “Quase todo alimento, exceto gorduras puras, aumentam a insulina de alguma forma. Por exemplo, existem alguns alimentos, como o pão branco, que aumenta muito a insulina e outros como um pedaço de carne que aumenta bem menos, independente da quantidade calórica de cada um”, explica – Ele ressalta que o que realmente importa é como o corpo reage à insulina. “O armazenamento de gordura é resultado de um problema hormonal e não calórico”, revela o especialista. Ao se praticar o jejum intermitente, dá-se folga ao corpo para que estes estímulos constantes da insulina parem e com isso, se colabora para a regularização do funcionamento deste hormônio –

4. NÃO CAUSA PERDA MUSCULAR: o especialista esclarece que alimentação e exercícios são coisas completamente diferentes. “Alimentação correta é um estilo de vida alimentar baseado no consumo correto e estratégico de alimentos”, conta. Ele ainda completa dizendo que esse tipo de alimentação correta ajuda a acabar com a gordura, já os exercícios tonificam e constroem músculos – Assim, Polesso aconselha que, se a pessoa está preocupada com os músculos, ela deve exercitar-se, mas se a preocupação é com a gordura, a pessoa deve cuidar primeiramente da alimentação. Ele conta que os estudos mostram que o jejum intermitente não provoca perda muscular até mesmo em jejuns de vários dias. “Percebemos que o corpo aumenta a secreção do hormônio do crescimento à medida que o jejum se prolonga”, afirma –

5. É ADAPTÁVEL E ESPORÁDICO: o especialista revela que o jejum intermitente é adaptável à rotina de cada pessoa. Você pode fazê-lo quando quiser e onde quiser, como por exemplo três vezes na semana. “Esse é o bacana, ele é adaptável para qualquer pessoa”, declara Polesso – O especialista conta que mesmo se a pessoa seguir algum tipo de dieta especial, não comer carne ou for intolerante a glúten, por exemplo, ela pode encaixar o jejum intermitente a qualquer momento. “Não importa qual dieta você segue, se estiver com a saúde em dia você pode fazer Jejum Intermitente”, finaliza –

 

Fonte: http://msn.com